Dilúvios e Secas: Os Ciclos da Terra
Antigamente, muito antigamente mesmo, a Terra era menor e sua rotação era mais rápida que hoje. Quando o volume do planeta cresceu, decresceu a velocidade de giro. Esse processo de aumento do volume do globo resultou das chuvas, da formação de água e do acúmulo dessa água nos leitos da topografia. A Geologia reconhece esse brotamento da água no planeta em ciclos de Dilúvios, como o que está registrado nas Bíblias de todos os tempos e lugares. A velocidade de rotação da terra, no momento, continua caindo. Também é certo que um dia esse processo se reverte: o crescimento de volume, por incrmentode água, cessa, bem como o ciclo de síntese da água; como se o planeta passasse a trabalhar com uma quantidade mais ou menos fixa de água.
Mitos e lendas da antigüidade contam que a água aparaceu na Terra ao longo de repetidas ocorrências de Dilúvios, ditos, inundações. Além disso, as revoluções geológicas aparecem, em referências egípcias, por exemplo, ou mesopotâmicas, ou hindus; revoluções que são descritas como um fim de mundo, pela água, mas também pelo fogo, pelos abalos sísmicos [fortes terremotos], queda de meteoritos, maremotos. Os eventos geológicos são ecológicos, nunca se manifestam sozinhos. Um maremoto provoca uma Tsunami que, por sua vez, resulta em uma inundação.
A Terra é uma pequena esfera navegando no sistema Solar, que por sua vez é apenas um aglomerado de pequenas esferas seguindo sua trajetória cósmica na infinitude do Universo. Todo o Sistema solar, viaja em através do Cosmo em uma dança coordenada de órbitas que gravitam em torno do EIXO do Sistema. Nestas condições, Terra, e todo o sistema Solar, atravessam diferentes zonas do Espaço, sujeitos aos mais imprevistos eventos: meteoros, gases, campos energéticos, oscilações térmicas, nebulosas no caminho.
Sobre a Terra, imperceptíveis às criaturas viventes, em seu cotidiano, caem as poeiras cósmicas e muito mais pedegrulhos espaciais do que se pode imaginar. A própria água conta, em sua formação, com a participação da química vinda do Espaço, com os elementos que o campo gravitacional do planeta consegue capturar. Antigas lendas registram e modernas pesquisas comprovam que, por três vezes [ao menos], a face da Terra foi coberta pela água dos Dilúvios, provocados pelas mudanças atmosféricas em interação com a energia espacial.
Gigantescas massas de água, ciclicamente, também, desaparecem, deixando paisagens devastadas, como a superfície da Lua, Marte ou Vênus. Essa água simplesmente evapora, porque a temperatura se eleva. Neste momento histórico-geológico, o planeta estaria passando pelo QUARTO APARECIMENTO DA ÁGUA, que começou a cerca de 120 mil anos atrás. As calotas polares, hoje derretendo, teriam se formado há 40 mil anos. São datas sugeridas por várias fontes da antigüidade. Ao longo dos ciclos, os pólos gelados se movem, estabelecendo-se em novos centros enquanto os centros anteriores desaparecem.
Processos semelhantes ocorrem nos planetas vizinhos. A ciência contemporânea sabe que Marte já teve água corrente no passado. O aparecimento da água faz parte de um ciclo da vida dos planetas. Os períodos úmidos são alternados com períodos secos, muito quentes produzindo um ambiente estéril; como em Vênus, atualmente. Os mecanismos que comandam essa dinâmica geo-climática não estão claros mas é certo que a água é um grande mistério. A água-salgada é ainda mais complexa e por incrível que pareça, os pesquisadores não sabem explicar como ou por quê os oceanos da Terra simplesmente já não evaporaram completamente, posto que a gravidade não é suficiente para impedir a dispersão gradual das moléculas em direção ao espaço. Recentemente, fala-se também de água no subsolo lunar. O mesmo se diz de Marte, que teria água em nível subterrâneo e congelada.
A História do Mundo destaca os Dilúvios, mas nada ou pouco se fala de grandes estiagens. Mesmo assim, construções subterrâneas dotadas de portentosos reservatórios de água e de outros suprimentos têm sido encontradas em sítios arqueológicos de todo o mundo. Por alguma razão, em lugares e épocas diferentes, alguns povos instalaram suas cidades e suas vidas nas entranhas do solo. No seio de Gaia, [da Terra], o homem buscou a proteção contra fenômenos exóticos para a civilização contemporânea: radiação espacial, tempestades magnéticas, fogo sobre terra.
Existem lendas sobre povos subterrâneos. No sul da Índia e em Sri Lanka, fala-se da antiga nação Tamil. Na Europa, os Cimérios. Existe, ainda, a teoria de que a Vida e Homem teriam surgido no centro da Terra, nos espaços interiores do planeta; porque, freqüentemente, o interior de planetas áridos na superfície contém água, ar e outros componentes necessários à síntese da vida. Posteriormente, com a formação atmosfera amigável, os seres vivos emergiram para estabelecer sua presença na face do mundo.
FONTE: PRAVDA ENGLISHLINK: A História Esquecida dos Guerreiros Cimérios